Espetáculos TeNpo 2026
Corinha no cerrado das maravilhas

Grupo: Cia flor do cerrado
Direção: Danilo Felipe
Duração do espetáculo: 45min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
Uma homenagem poética a escritora Cora Coralina, destacando a importância da criatividade e imaginação, das cores do mundo, do céu, dos doces, das formigas e da preservação do cerrado. O enredo do espetáculo conta com a narração do Chapeleiro Maluco, que ao longo da história interage com a menina Corinha e os animais do cerrado.
Big Bang Gyn

Grupo: Coletivo Tônus
Direção: Rui Bordalo
Duração do espetáculo: 70min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
“Big Bang Gyn” é uma criação coletiva, fruto de uma intensa pesquisa sobre documentos históricos, relatos populares e experiências vividas desde a fundação da cidade de Goiânia até os dias atuais. O espetáculo propõe um reencontro com o território urbano não apenas como espaço físico, mas como campo de disputas simbólicas, afetivas e políticas. Em cena, quatro personagens atravessam memórias coletivas e fantasias políticas em um percurso que vai da chegada ao Cerrado ao colapso da modernidade. A dramaturgia revela como a construção de Goiânia está profundamente entrelaçada com os ciclos migratórios, os processos de ocupação do território e os projetos de modernização do país, dando visibilidade às histórias silenciadas dos povos e das forças que ergueram (e ainda sustentam) a capital. Com humor ácido, crítica social e linguagem corporal intensa, o espetáculo ilumina camadas ocultas de nossa formação histórica, ligando a memória da capital goiana à complexa e desigual trajetória do país.
Contenção

Grupo: Três em Cena
Direção: Rafael Guarato
Duração do espetáculo: Entre 55min e 60min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
A obra apresenta três corpos periféricos na lida cotidiana contra mecanismos sociais de contenção, arranjados para evitar suas ascensões sociais. O público realiza uma volta de 360 graus durante a apresentação, que utiliza um container marítimo, andaimes e outros materiais utilizados na construção civil como palco/cenário. Durante aproximadamente 1 hora, o espectador é sensibilizado pelas limitações dos cargos de trabalhos ofertados para corpos periféricos, a proximidade com o mundo do crime e do tráfico de drogas; o embate com forças institucionais de repressão. Ao mesmo tempo, o trabalho cênico produz aproximações com o aconchego do lar, das festas, das sociabilidades e a importância das estéticas periféricas na construção de táticas para enfrentar as contenções sociais.
Cobre do meu pai

Grupo: Bambolina Produções
Direção: Fernanda Pimenta
Duração do espetáculo: 54min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
“Cobre do Meu Pai” é uma jornada íntima e provocativa que mistura memória, autoficção e presença cênica. Em cena, Hélio Fróes tenta vender um tacho de cobre herdado de seu pai, transformando esse gesto em um disparador para revisitar histórias familiares, afetos e contradições. Entre comicidade, poesia e tensão dramática, o espetáculo desconstrói a figura paterna idealizada e revela suas camadas humanas e ambíguas. A narrativa, construída a partir de experiências reais ficcionalizadas, cria uma ponte direta com o público, convocando-o a reconhecer suas próprias memórias e relações.
Sr. Will

Grupo: Giro8 Cia de Dança
Direção: Joisy Amorim
Duração do espetáculo: 60min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
Por um lado, a explosão de estímulos proporcionados pelos meios eletrônicos; por outro, os mecanismos ocultos de controle social. Tudo no contemporâneo parece nos sequestrar da vida real para um outro tipo de experiência. “Sr. Will” leva à cena bailarinos e uma máquina manipulada e manipuladora para discutir como as relações humanas se constroem e se modificam neste contexto. Eis que o corpo, só ele, origem e fim da nossa humanidade, surge como um lugar de infinitas possibilidades e de descobertas reais. No palco, no ato desta arte transitória, no aqui e no agora, podemos observar a potência do corpo sensível.
Com coreografia de Joisy Amorim e trilha original de Cleyber Ribeiro, “Sr. Will” convida o público a reconectar-se com a potência do sensível, afirmando o corpo como lugar de liberdade e possibilidade frente às forças que o atravessam.
A Formiguinha Fofoqueira

Grupo: Associação Cultural Trem de Doido
Direção: Célia Corrêa Ferro
Duração do espetáculo: 40min
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse:
O Grupo Teatral Trem de Doido apresenta o espetáculo infantil “A Formiguinha Fofoqueira”, uma montagem divertida, sensível e cheia de energia que convida o público a refletir sobre as consequências das palavras e a importância da empatia nas relações humanas.
A história acompanha uma formiguinha muito falante que, ao espalhar informações sem verificar se são verdadeiras, acaba provocando confusões e conflitos entre os moradores de sua comunidade. Entre situações engraçadas, músicas e muita interação, o espetáculo conduz crianças e adultos por uma jornada de aprendizado sobre respeito, responsabilidade e convivência coletiva.
Um dos grandes diferenciais da montagem é a participação ativa do público, que é convidado a interagir durante a apresentação, opinar, reagir e até influenciar o desenvolvimento de algumas situações em cena. Essa aproximação transforma a experiência teatral em um momento ainda mais envolvente, estimulando a escuta, o pensamento crítico e o protagonismo das crianças.
Com uma linguagem acessível e lúdica, a peça dialoga com temas extremamente atuais, como a disseminação de boatos e fake news, aproximando o universo infantil de questões presentes no cotidiano da sociedade. A montagem aposta em elementos do teatro popular, personagens cativantes e uma estética vibrante para envolver o público do início ao fim.
Com mais de 25 anos de trajetória, o Grupo Trem de Doido é reconhecido por sua atuação cultural e educativa, desenvolvendo espetáculos, oficinas e projetos que fortalecem a identidade cultural e promovem o acesso à arte, especialmente em comunidades do norte goiano.
“A Formiguinha Fofoqueira” é mais do que um espetáculo teatral: é uma experiência educativa, participativa e afetiva que desperta o senso crítico, incentiva o diálogo e valoriza a importância do cuidado com o outro — tudo isso de forma leve, divertida e cheia de imaginação.